quarta-feira, 24 de junho de 2015

Quarta-feira nublada


 Uma quarta-feira nublada, o céu está completamente coberto de grandes nuvens cinzas, impedindo o sol de brilhar. O vento balança as folhas das árvores lá fora e, suavemente, chega à minha janela, provocando um som calmo, como se fosse a respiração leve de alguém ao pé da orelha.
É quarta-feira. Está frio. E a única coisa que consigo me perguntar é: de onde vem tanto amor?
Talvez, como o vento de um dia de inverno, o amor seja somente um sussurro aos ouvidos. Talvez, como folhas lá fora, o amor seja a mais pequena flor no jardim. Ou, talvez, o amor seja uma quarta-feira nublada.
Acredito que o amor está, sim, nas pequenas coisas. E acredito nisso não só porque o sinto, ou porque o vejo em modestos atos no decorrer do meu dia, mas porque eu sei que tudo que compõe este mundo, de alpha à ômega, são pedaços de um único sentimento que move todos os outros: o amor.
Quando penso na quarta-feira, nas nuvens cinzas, no vento, na possibilidade de chuva, nas folhas, no sol que brilha mesmo por detrás da grandes e espessas nuvens, eu sei – eu sinto – a mais pura forma de amor, e juro que posso até escutar o universo dizendo: “é tudo por você.” E, então, até nos dias gelados, o calor me envolve em um abraço apertado numa ansiedade e ternura que só posso conceber como amor. Texto retirado do site " Uma Boa Dose"



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