quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Economia ou Conforto, qual você prefere?

Escolher a melhor forma de viajar é um processo que depende de pesquisa, perguntas, análise de prós e contras, gostos pessoais e, na maioria das vezes, grana. Pare e pense no número de vezes em que você já ouviu amigos que fizeram uma viagem para o mesmo lugar passando impressões completamente diferentes. Tem sempre quem ame ou odeie o hotel, a comida, a praia ou as pessoas que fizeram parte do trajeto.
E você? O que considera mais importante na hora de viajar? Economia ou conforto?
E para tentar ajudar a você a definir melhor suas preferencias, vamos começar falando de luxo, afinal, até bem pouco tempo atrás esse era um dos sinônimos para viagens de longa distância, como as desejadas férias na Disney ou a lua-de-mel em Paris, destinos que talvez nem entrem mais na lista de desejo de quem quer gastar um pouco mais para passar um tempo fora.
Se partirmos do princípio que os destinos de luxo do mundo mudam com o tempo e começarmos a analisar o que faz desses lugares objetos de desejo, podemos chegar a muitos fatores, mas dois chamam bastante a atenção:
- Alguém famoso para amar o lugar: Sempre que um famoso viaja para Piraporinha do Norte e publica que amou, a busca pela cidade no Google aumenta! Agora se essa pessoa compra uma casa, ilha, fazenda ou um bar o valor de tudo aumenta!
- Exclusividade: Ter acesso exclusivo, garantir que “o povo” não vai chegar naquela tarde de sábado, poder pagar R$ 300 para comer um pé de alface cultivado com a água da mina benta do céu, são fatores importantes para classificar um destino de luxo.
Já quando vamos para o outro lado e começamos a analisar as viagens sem muito luxo, ou até consideradas por alguns, como viagens alternativas também identificamos algumas características em comum, e quase todas ligadas a grana:
- Facilidade de hospedagem: seja um camping, um estacionamento mais seguro, uma praia, uma barraca, a casa de um amigo ou daquele morador local gente boa que aluga um quartinho para quem quer gastar pouco.
- Custo de alimentação: aqui a gente não está falando de que toda a comida da cidade tenha que ser barato, e sim de que o país ou cidade te oferece à possibilidade de encher a barriga sem gastar muito, mesmo que seja de pão e queijo comprados no mercadinho.
- Conhecer pessoas: é muito difícil que você fique hospedado em um camping ou hostel e não conheça ninguém. Além disso, destinos alternativos são bastante frequentados por jovens solteiros e dispostos a fazer novas amizades.
O mais engraçado de toda essa história é que vários lugares alternativos acabam virando destinos de luxo, ainda mais em um momento de valorização do falsamente natural, ou seja, famílias acham lindo ir para o campo e ficar hospedada em uma cabana simples com fogão a lenha que obviamente será aceso por alguém do hotel e será usado no máximo para fazer um pouco de show ou esquentar uma panelinha de sopa. É bom deixar claro que não existe nada errado nisso, que é apenas uma forma de ser simples uma vez por ano.
Todos os dias um novo destino alternativo se rende ao turismo de luxo e os resorts ganham cara de cabanas de pescadores com latões cheios de gelo e champanhe.  No fundo acho que é um pouco contraditório que praias que antes eram usadas como referencia para turistas e pescadores agora tentem misturar as duas coisas, transformando os dois em apenas uma atração extra.
 No meu ponto de vista não existe nada de errado com nenhum dos dois tipos de turismo, são apenas diferentes e talvez para diferentes etapas da vida. Você o que prefere?

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