sábado, 7 de junho de 2014

O que ler na Viagem

Oi amigos, e ai estão gostando das dicas do O que ler na viagem ( além do blog, claro) ?  Hoje o post e especial porque eu nunca chorei tanto com esse livro, nem quando li A culpa é das estrelas. Esse livro me prendeu, me envolveu, me encantou e me apresentou tantos personagens que eu fiquei por vezes querendo que eles voltassem. Para quem ainda não leu, eu indico esse livro (super no maiúsculo mesmo). Estou falando do livro Todo dia. 




Que conta a historia de A ( que pode ser homem ou mulher) que tem o poder de acordar todos os dias dentro de um corpo de 16 anos. Só que nisso ele se apaixona ( sempre o amor né? Também oque seria da gente sem o amor, relembrando, eu te amo tá Mo e obrigado por ter me dado esse livro de presente)pela namorado de um dos corpos que ele está sendo que ele só pode ficar no corpo de uma pessoa por 24h saindo dai o nome do livro. Eu amei a escrita do David e nunca havia lido nada dele (agora estou lendo o Will&Will) e estou amando. Então amigos, como de costume vamos a resenha do livro Todo dia retirada do blog Brincando com livros e antes de ler a resenha eu faço minhas as palavras da Lygia e realmente tudo que eu senti com o livro e não conseguia explicar ela conseguiu falar ( escrever).  Então vamos à resenha.




A. acorda todas as manhãs em um corpo diferente, porém da mesma idade que sua "consciência". Resolvi chamar A. assim porque ele (a) não tem um corpo só dele(a), utilizando-se de um todos os dias. É assim desde que nasceu, não sabe por que e é a única forma de sobrevivência que conhece. Por 24 horas ele (a) fica em um corpo (que pode ser de ambos os gêneros, masculino ou feminino) aprende sobre ele, acessando informações básicas e tenta não mudar muita coisa na vida da pessoa. Apenas cumpre uma rotina. É importante falar que A. consegue sentir o que a pessoa do corpo que está hospedando é. Seus pensamentos, seus anseios, desejos e caráter. Em 16 anos de "vida" de A. ele (a) pensa que sabe muito da vida por ter vivido tantas diferentes.

Tudo muda quando A. acorda no corpo de Justin e sente-se totalmente alterado pela namorada dele, Rhiannon. A garota tem uma devoção por Justin, mas A. decide que o dia que passará como Justin ao lado dela será diferente. Ele (a) age de forma não natural do que seria o garoto com Rhiannon, mesmo sabendo que o relacionamento entre eles não ia bem. A. conecta-se com ela de uma maneira que nunca havia feito com outra pessoa antes, o dia no mar que ambos tem é simplesmente perfeito para A. simplesmente deixar passar. Dessa vez ele (a) quer ficar, e tem que fazer algo diferente. Então, A. todos os dias, mesmo em corpos diferentes, tenta encontrar Rhiannon, "conhecê-la" novamente e conversar com ela.

Uma das coisas que tenho que destacar é sobre a decisão da tradução do gênero de A. Na versão brasileira, dá a atender que A. é um menino. Levithan é um homossexual assumido, e na sua versão original, pela utilização dos pronomes, fica claro que o autor quis criar um personagem "sem gênero". Em todo momento, no livro, A. faz afirmações de que não faz a mínima diferença se o corpo que está é masculino ou feminino. A. já se sentiu atraído por meninos e dessa vez, apaixona-se por Rhiannon. De forma delicada, o autor quer passar a mensagem de que isso não importa, é apenas amor por pessoas, não gêneros. Nesse aspecto, achei o livro muito sensível e bonito. Ponto para Levithan.

'Todo Dia' me pegou desprevenida, e eu simplesmente AMEI a leitura, os personagens, A. e todos os corpos que habitou e as formas variadas que tentava chegar até Rhiannon. E em vários momentos me senti emocionada com os conflitos pessoais de cada pessoa que A. habitava, inclusive de uma suicida em potencial. A. sempre evita interferir no destino dessas pessoas, mas nesse caso, ele (a) tentou ajudar e foi bastante lindo a forma que Levithan abordou o assunto. Estou comentando esse exemplo, mesmo não sendo o foco principal do livro, mas gostaria de deixar registrado o quanto autor mostrou-se sensível e sagaz nesse aspecto.

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